sábado, 30 de Agosto de 2008
sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
...back in business...
Rio de Janeiro e Rio da Prata...não tardará a partilha de um pouco do que eu vi...
terça-feira, 12 de Agosto de 2008
...rússia versus geórgia ou a tradição ainda é o que era...
A Rússia de Pedro, de Catarina, de Estaline ou de Putin é uma realidade imperial que desde os primórdios vive condicionada por dois objectivos vitais para a manutenção do dito império: a concentração dos fluxos das matérias-primas e a obtenção de portos de águas quentes. O resto…o resto são fait-divers.
Que os deuses estejam atentos para que actual borrasca não entre pela Turquia dentro. Os otomanos não iriam gostar nada…mas mesmo nada.
Que os deuses estejam atentos para que actual borrasca não entre pela Turquia dentro. Os otomanos não iriam gostar nada…mas mesmo nada.
domingo, 10 de Agosto de 2008
...sobre o assalto-sequestro...
A recente tentativa de assalto a um banco, seguida de sequestro, e que terminou com a morte de um dos bandidos e ferimentos graves no seu cúmplice, é um facto lamentável mas revelou uma actuação competente por parte da polícia.No entanto, se os polícias revelaram competência na sua actuação, já o mesmo não se pode dizer do Ministro da Administração Interna e muito menos da Comunicação Social.O Ministro da Administração interna exagerou nos adjectivos com que classificou a actuação da PSP: afirmar que foi uma actuação competente é natural e admissível, agora dizer que foi heróica já não tem pés nem cabeça! Mais sobriedade e tino na língua só lhe ficavam bem.
Saliento a forma profissional e consciente como o Comandante Operacional da PSP se dirigiu à comunicação social: educadamente, sobriamente e recusando-se a revelar o nome dos bandidos. Prestou, também com esta atitude, um excelente serviço à imagem das forças policiais envolvidas.A Comunicação Social...a desgraça do costume.
Não lembra ao diabo fazer a transmissão directa dos acontecimentos, mostrando a todos as posições dos polícias, incluindo a dos snipers. O sequestro não é um espectáculo e nem os polícias nem os bandidos são actores.
Não lembra ao diabo telefonar – e transmitir na televisão esse mesmo telefonema - à família de um dos bandidos, algures nos confins do Brasil, e perguntar-lhes o que pensam sobre a actuação da polícia portuguesa.
Enfim a lástima do costume e nem sequer vou perder tempo e escalpelizar um título de um jornal brasileiro: “Polícia portuguesa mata um cidadão brasileiro”. Uma verdade que é uma enorme mistificação.
Saliento a forma profissional e consciente como o Comandante Operacional da PSP se dirigiu à comunicação social: educadamente, sobriamente e recusando-se a revelar o nome dos bandidos. Prestou, também com esta atitude, um excelente serviço à imagem das forças policiais envolvidas.A Comunicação Social...a desgraça do costume.
Não lembra ao diabo fazer a transmissão directa dos acontecimentos, mostrando a todos as posições dos polícias, incluindo a dos snipers. O sequestro não é um espectáculo e nem os polícias nem os bandidos são actores.
Não lembra ao diabo telefonar – e transmitir na televisão esse mesmo telefonema - à família de um dos bandidos, algures nos confins do Brasil, e perguntar-lhes o que pensam sobre a actuação da polícia portuguesa.
Enfim a lástima do costume e nem sequer vou perder tempo e escalpelizar um título de um jornal brasileiro: “Polícia portuguesa mata um cidadão brasileiro”. Uma verdade que é uma enorme mistificação.
sábado, 9 de Agosto de 2008
...sobre a grande ópera de Pequim...
Começaram, em cerimónia fascinante, as Olimpíadas de Pequim.
Para quem faz do corpo o templo da auto-superação e do alargar dos limites físicos o paradigma da capacidade humana são tempos de festa e de glorificação. Para mim - que em relação ao corpo apenas pretendo que me proporcione uma boa dose de prazer e que me carregue por cá, sem grandes dificuldades e por um tempo razoável (sete décadas já não será mau) – são apenas umas boas imagens televisivas e um divertimento na análise dos discursos proferidos por tantas e tantas pessoas sobre o “espírito olímpico”, “fair play”, convívio fraterno e são, etc., etc., etc.
Já agora aproveito para dizer que a única atleta portuguesa que gostaria de ver ganhar uma medalha – e não por causa do seu real mérito desportivo mas sim pela sua atitude e comportamento, revelado todas as vezes que a vi e ouvi – é a Vanessa Fernandes. Tem pinta e tem raça.
Para quem faz do corpo o templo da auto-superação e do alargar dos limites físicos o paradigma da capacidade humana são tempos de festa e de glorificação. Para mim - que em relação ao corpo apenas pretendo que me proporcione uma boa dose de prazer e que me carregue por cá, sem grandes dificuldades e por um tempo razoável (sete décadas já não será mau) – são apenas umas boas imagens televisivas e um divertimento na análise dos discursos proferidos por tantas e tantas pessoas sobre o “espírito olímpico”, “fair play”, convívio fraterno e são, etc., etc., etc.
Já agora aproveito para dizer que a única atleta portuguesa que gostaria de ver ganhar uma medalha – e não por causa do seu real mérito desportivo mas sim pela sua atitude e comportamento, revelado todas as vezes que a vi e ouvi – é a Vanessa Fernandes. Tem pinta e tem raça.
Acharia também alguma piada a uma medalha em esgrima, que é uma modalidade decente e está, acompanhada pelo “King”, por mim rotulada como um dos meus desportos preferidos.
Os outros são-me, confesso, completamente indiferentes e até me irritam aqueles que trocaram a bandeira sob que nasceram em favor da nossa por amor a melhores condições de treino. Acho muito bem que venham para cá, que aproveitem ao máximo as condições e que até sejam bastante apoiados, mas dispenso que trauteiem o hino, com um ar muito patriótico, todas as vezes que sobem ao podium.
Do ponto de vista do que efectivamente interessa, foi uma imbecilidade – e das grandes - nem o Presidente da República nem o Primeiro Ministro terem comparecido à cerimónia de abertura. Para além de Macau – o que já bastaria -, Portugal tem todo o interesse em estreitar os laços com a China. Mais uma vez armamo-nos em parvos e perdemos uma boa oportunidade. Oportunidade bem aproveitada pelo Sarko , pelo Bush e até mesmo pela Espanha que mandou a Pequim o Príncipe Herdeiro.
Bem sei que Cavaco Silva tem a desculpa do espectáculo do La Feria, mas não descortino qualquer motivo de força maior para o Sócrates.
A nossa sorte é que, se calhar, os chineses nem deram pela falta.
Os outros são-me, confesso, completamente indiferentes e até me irritam aqueles que trocaram a bandeira sob que nasceram em favor da nossa por amor a melhores condições de treino. Acho muito bem que venham para cá, que aproveitem ao máximo as condições e que até sejam bastante apoiados, mas dispenso que trauteiem o hino, com um ar muito patriótico, todas as vezes que sobem ao podium.
Do ponto de vista do que efectivamente interessa, foi uma imbecilidade – e das grandes - nem o Presidente da República nem o Primeiro Ministro terem comparecido à cerimónia de abertura. Para além de Macau – o que já bastaria -, Portugal tem todo o interesse em estreitar os laços com a China. Mais uma vez armamo-nos em parvos e perdemos uma boa oportunidade. Oportunidade bem aproveitada pelo Sarko , pelo Bush e até mesmo pela Espanha que mandou a Pequim o Príncipe Herdeiro.
Bem sei que Cavaco Silva tem a desculpa do espectáculo do La Feria, mas não descortino qualquer motivo de força maior para o Sócrates.
A nossa sorte é que, se calhar, os chineses nem deram pela falta.
terça-feira, 5 de Agosto de 2008
segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
...pequeno trecho de uma carta de um pai a uma filha no dia em que ela completou dezoito anos...
“Completas hoje dezoito anos de idade. Significa que atingiste, formalmente, a tua cidadania plena. Cidadania que implica direitos e deveres. Perceberás, com o tempo, que os segundos são bem mais do que os primeiros e que - às vezes – os primeiros são mais difíceis de exercer do que os segundos, mas não é sobre isto que te quero escrever…
…é evidente que partilharás a tua vida com muitas dessas mesmas pessoas, mas isso é isso mesmo: a partilha de algo - ou partes de algo - que te pertence, a tua própria vida. Tu. Tu mesma com tudo o quanto és feita.
As tuas matrizes essenciais já estão formadas, foi essa a tarefa que eu – e a tua mãe – te ajudamos a construir. Mas essas matrizes, que são essenciais, são isso mesmo: matrizes, alicerces. E são excelentes os teus alicerces.
Mas os alicerces são escoras. São esteios de um edifício. O edifício que tu és hoje, para o bem e para o mal, a única arquitecta verdadeiramente importante.
Esse edifício, a tua vida, pode assumir muitas formas. Poderás controlar parte da sua própria configuração mas a outra parte, desde já te digo, será fruto do “tempo, do modo e de várias circunstâncias”, circunstâncias que muitas vezes te escaparão, mas esse bocado fará parte integrante do edifício.
O edifício que construirás – a tua vida – deve ser sólido, mas não significa que, muitas vezes, não sentirás que ele está preste a desmoronar-se. Isso acontecerá filha. Não uma nem duas vezes, acontecerá várias vezes e até pode ser que aconteça – em algumas delas – que até creias que o dito edifício vá mesmo cair, mas se tiveres a arte e o engenho de dares tempo ao tempo verás, não sem dor mas com alívio, que ele não cai.
A solidez que tens que dar ao teu edifício precisa de alguns bons materiais. Não são materiais excepcionais nem raros. Digo-te alguns: um permanente desejo de aprender, o uso da reflexão, o reconhecimento da importância do trabalho, a aplicação permanente da inteligência com que foste dotada e cultivaste, a coragem para as vezes fazer o mais difícil, o estar disponível para o belo – saber procurá-lo em tudo – e acima de tudo conseguires sempre continuar a gostar da vida……”
…é evidente que partilharás a tua vida com muitas dessas mesmas pessoas, mas isso é isso mesmo: a partilha de algo - ou partes de algo - que te pertence, a tua própria vida. Tu. Tu mesma com tudo o quanto és feita.
As tuas matrizes essenciais já estão formadas, foi essa a tarefa que eu – e a tua mãe – te ajudamos a construir. Mas essas matrizes, que são essenciais, são isso mesmo: matrizes, alicerces. E são excelentes os teus alicerces.
Mas os alicerces são escoras. São esteios de um edifício. O edifício que tu és hoje, para o bem e para o mal, a única arquitecta verdadeiramente importante.
Esse edifício, a tua vida, pode assumir muitas formas. Poderás controlar parte da sua própria configuração mas a outra parte, desde já te digo, será fruto do “tempo, do modo e de várias circunstâncias”, circunstâncias que muitas vezes te escaparão, mas esse bocado fará parte integrante do edifício.
O edifício que construirás – a tua vida – deve ser sólido, mas não significa que, muitas vezes, não sentirás que ele está preste a desmoronar-se. Isso acontecerá filha. Não uma nem duas vezes, acontecerá várias vezes e até pode ser que aconteça – em algumas delas – que até creias que o dito edifício vá mesmo cair, mas se tiveres a arte e o engenho de dares tempo ao tempo verás, não sem dor mas com alívio, que ele não cai.
A solidez que tens que dar ao teu edifício precisa de alguns bons materiais. Não são materiais excepcionais nem raros. Digo-te alguns: um permanente desejo de aprender, o uso da reflexão, o reconhecimento da importância do trabalho, a aplicação permanente da inteligência com que foste dotada e cultivaste, a coragem para as vezes fazer o mais difícil, o estar disponível para o belo – saber procurá-lo em tudo – e acima de tudo conseguires sempre continuar a gostar da vida……”
domingo, 3 de Agosto de 2008
... JULES HALÁSZ BRASSAÏ(1899-1984)...





Gyula Halász ou Jules Halász Brassaï — derivado de "Brasso", local onde nasceu em 1899, na Húngria ( hoje território romeno) morreu em Nice, França, em 1984. Fotógrafo e escultor, estudou em Berlim e Budapeste, chegando a Paris em 1924, onde conhece Henry Miller, Raymond Queneau, Jacques Prévert, entre outros.
Procedeu a um extenso e invulgar registo fotográfico de uma Paris nocturna dos primeiros anos do século XX, que nos surgem hoje com uma aura romântica e decadente, acentuada pelo “preto e branco”
Amigo de Kertézs (de quem teve influência artística), László, Kandinsky e Oscar.
Brassaï publicou o seu primeiro livro de fotos insólitas, em 1932/33, intitulado "Paris de Nuit". A partir desse ano, participa da revista Minotaure, mantendo uma relação amistosa com os surrealistas.
Uma de suas fotos mais famosas é "A Prostituta Bijou" – uma pesada mulher parisiense muito pintada e cheia de jóias. No entanto, a publicação dessa fotografia no referido livro, ao que parece, irritou profundamente a “modelo”.
Está à venda na FNAC, a muito bom preço, uma obra sobre este fotógrafo e escultor, editada pela Taschen.
Procedeu a um extenso e invulgar registo fotográfico de uma Paris nocturna dos primeiros anos do século XX, que nos surgem hoje com uma aura romântica e decadente, acentuada pelo “preto e branco”
Amigo de Kertézs (de quem teve influência artística), László, Kandinsky e Oscar.
Brassaï publicou o seu primeiro livro de fotos insólitas, em 1932/33, intitulado "Paris de Nuit". A partir desse ano, participa da revista Minotaure, mantendo uma relação amistosa com os surrealistas.
Uma de suas fotos mais famosas é "A Prostituta Bijou" – uma pesada mulher parisiense muito pintada e cheia de jóias. No entanto, a publicação dessa fotografia no referido livro, ao que parece, irritou profundamente a “modelo”.
Está à venda na FNAC, a muito bom preço, uma obra sobre este fotógrafo e escultor, editada pela Taschen.
sábado, 2 de Agosto de 2008
...o sistema está furioso...

O Presidente da República, eleito pelo maioria dos Portugueses decidiu falar, através da televisão, directamente com os Portugueses.
O “sistema” não gostou.
O “sistema” achou uma precipitação.
O “sistema” considerou a forma, o tempo e os factos inoportunos.
O “sistema” “achou” que o Chefe de Estado deveria ter optado por uma “cartinha” dirigida aos senhores e senhoras Deputados(as) da Nação, em vez de ter tido o desplante de ter falado directamente à Nação.
Quanto a mim, que nem sequer votei nele, acho que o Senhor Presidente da República fez muito bem.Fez muito bem em ter falado directamente à Nação sobre uma matéria que é, evidentemente, importante e que só se tornou problemática porque os Senhores Representantes da Nação exerceram mal as suas funções, ao terem legislado pessimamente sobre algo que deveria merecer uma particular atenção.
Não o fizeram. Agora aproveitem a oportunidade e façam o favor de fazer melhor!
Não o fizeram. Agora aproveitem a oportunidade e façam o favor de fazer melhor!
sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
...toque de finados pelo O Primeiro de Janeiro...
Subscrever:
Mensagens (Atom)






