domingo, 8 de julho de 2007



O PP de Paulo Portas...

...e porque de repente dele me lembrei...um dos filmes "da minha vida"..


WINGS OF DESIRE

1987

Director:Wim Wenders

Screenplay:Wim WendersPeter Handke

Director of Photography:Henri Alekan

Editor:Peter Przygodda

Music:Jürgen Knieper

Production Design:Heidi Lüdi

Cast:Bruno GanzSolveig DommartinOtto SanderCurt BoisPeter Falk

Festivals/Awards:1987 Cannes (Best Director)1987 Gildepreis in Silver (Best German Film)1988 FELIX, European Film Prize (Best Director)1988 German Film Prize in Gold(Best Director)1988 Bavarian Film Prize(Director)Producers:Wim WendersAnatole Dauman Production:Road Movies Filmproduktion/BerlinArgos Films/Paris
Length:128 min.
Format: 35mmB&W and Colour
Original Title: Der Himmel über Berlin
Original Language:German


"...The sky over Wenders' war-scarred Berlin is full of gentle, trenchcoated angels who listen to the tortured thoughts of mortals and try to comfort them. One, Damiel (Bruno Ganz), wishes to become mortal after falling in love with a beautiful trapeze artist, Marion (Solveig Dommartin). Peter Falk, as himself, assists in the transformation by explaining the simple joys of a human experience, such as the sublime combination of coffee and cigarettes.
Told from the angel's point of view, the film is shot in black and white, blossoming into color only when the angels perceive the realities of humankind. Ultimately, Damiel determines that he must experience humanity in full, and breaks through in to the real world to pursue a life with Marion..."

sexta-feira, 6 de julho de 2007

...pequeno mas suficientemente chato apontamento sobre a natureza humana e o riso...


Da natureza humana e do riso.

Referimo-nos à natureza humana, apesar de não ser do ponto de vista semântico um paradigma da perfeição, como algo distintivo de outras naturezas, como por exemplo a dita animal, a vegetal, a mineral, etc.
À partida todos os seres humanos sabem o que é a natureza humana, tanto mais não seja por confronto ou contraponto com as demais. Além do mais é, também, do senso comum, que apenas somente os seres humanos conseguem caracterizar a sua natureza e as demais. Este facto é, de per si, um feito de relevantíssima importância, e um feito que demorou tempo e deu trabalho. O primeiro Homo Sapiens sapiens não o conseguia ou, pelo menos, não sabia que o conseguia.
Sabemos todos, com maior ou menor conhecimento, o que é a natureza humana. Sabemos que é essa natureza que nos permite rir. Nenhum membro de quaisquer das outras naturezas consegue rir. Já em relação ao chorar não há assim tantas certezas.
Rir é, muito provavelmente, o melhor atestado de humanidade, o que para o bem e para o mal, não deixa de ter a sua graça.
Mas o rir, esse atributo exclusivamente humano, não é o mesmo do que a gargalhada fisiológica, aquela que resulta, por exemplo, da cócega. Gargalhar por causa de uma cócega até os primos macacos o fazem.
Rir é bem outra coisa.
A sua origem ou melhor dizendo a sua central produtora é muito duvidosa. Uns sediam o riso na alma, outros na inteligência e ainda há aqueles que dizem que o riso é uma mera reacção química.
Não considero essa discussão muito importante. Seja qual for a sua origem o facto que o riso existe e manifesta-se.
Mas o rir propriamente dito também não é igual, ou por outra há risos mais fáceis do que outros e há risos mais complexos e elaborados quanto à sua causa.
Há causas que dão vontade de rir a toda a gente, são assim uma espécie de causas universais. A título de exemplo, excepto, muito provavelmente, a própria, toda a gente ri do tombo estatelante de uma freira.
Tenho para mim que o riso mais difícil e elaborado é o conseguirmos rir de e por causa de nós mesmo…

quinta-feira, 5 de julho de 2007